AIP e associações empresariais de Leiria, Coimbra e Santarém defendem resposta rápida e reforço de apoios às empresas afetadas pela depressão Kristin


A AIP – Associação Industrial Portuguesa, a NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria, a NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém e a NERC – Associação Empresarial da Região de Coimbra, enquanto estruturas associativas mais representativas dos territórios envolvidos, reuniram esta manhã, em Leiria, para avaliar os impactos da depressão Kristin nas empresas de Leiria, Coimbra e Santarém e analisar as medidas já anunciadas pelo Governo.


As associações concluíram que as medidas constituem um pacote globalmente bem estruturado, destacando-se as isenções temporárias à Segurança Social, a simplificação de procedimentos de licenciamento e controlo prévio, o lay-off, as moratórias fiscais e as linhas de apoio financeiro.

Enalteceu-se igualmente a nomeação de Paulo Fernandes para liderar a Unidade de Missão criada para apoiar a recuperação das áreas afetadas.


À medida que os dias passam, constata-se que os efeitos ultrapassam largamente a destruição de ativos, repercutindo-se na paragem da atividade económica provocada por interrupções no fornecimento de energia elétrica e comunicações, penalizações contratuais, deterioração de stocks e custos de arranque de equipamentos em linhas de produção


A celeridade na aplicação das medidas foi identificada como fator essencial e critico. Foram ainda analisadas soluções para mobilizar linhas de crédito já existentes e boas práticas adotadas em situações anteriores, nomeadamente desde os incêndios de 2017 e durante a pandemia de COVID-19.


Da reunião saiu um conjunto de propostas de medidas prioritárias, que foram já apresentadas ao Ministério da Economia, destacando-se:


  • O alargamento das subvenções para microempresas até 10.000€, atualmente previstas para a agricultura e floresta, a outros setores;
  • A ativação do Sistema de Reposição de Capacidades Produtivas ao abrigo do Decreto-Lei n.º 4/2023, com apoios não reembolsáveis para as empresas mais afetadas;
  • Acesso a linhas de crédito já protocoladas, tornando mais célere a sua aplicação;
  • Moratórias das amortizações até 2026 dos contratos de incentivo no âmbito dos fundos estruturais;
  • Aumento dos prazos das moratórias fiscais;
  • Aumento das moratórias dos empréstimos devidamente articuladas com o Banco de Portugal de forma a evitar “default”.


Estas são medidas complementares às já propostas pelo Governo que respondem às necessidades das empresas.


Leiria, 2 de fevereiro de 2026