Inês Frazão
Gestora de Marketing
Fravizel, S.A.
“Ter mundo e nunca perder a vontade de assumir responsabilidade e superar desafios.”
“A vida proporcionou-me a oportunidade de trabalhar em um dos setores essenciais à sociedade.” É assim que Inês Frazão, gestora de Marketing da Fravizel, resume o ponto de partida de um percurso marcado pela exigência, pela formação académica — com doutoramento em Estratégia — e por uma visão clara: “Os saberes são muito importantes (…) mas o saber-querer é essencial.”
Pode partilhar connosco o seu percurso académico e profissional e de que forma essas experiências moldaram a sua visão e o caminho que tem vindo a construir?
A entrada para a Fravizel, em 2011. A conclusão doutoramento em Estratégia, no ano de 2019.
O que a levou a escolher a atividade que exerce?
A vida proporcionou-me a oportunidade de trabalhar em um dos setores essenciais à sociedade.
Que barreiras teve de ultrapassar para chegar onde está?
O preconceito que existe com as empresas familiares, a maior parte das empresas europeias são familiares e são profissionais. Os saberes são muito importantes: o saber-estar, o saber-fazer, o saber-saber. Mas o saber-querer é essencial. Isso não facilita se existir preconceito. Eu fui educada a ir atrás da coisas, o que por vezes não é bem visto numa jovem sem experiência em determinados desafios. Mas não foi um problema para mim e isso faz com que deixe de ser para os outros.
Ser mulher revelou-se, em algum momento, um fator diferenciador?
As mulheres e os homens são geneticamente diferentes. Em várias coisas as mulheres são melhores que os homens e vice-versa. Depois, a vontade faz o resto.
Que desafios enfrentou e que escolhas foram determinantes no seu percurso?
Passei por várias fases que me marcaram, mas uma das mais importantes foi viajar e conhecer os mercados, principalmente os mais exigentes.
Que qualidades considera essenciais para um líder superar os desafios de hoje?
Ter mundo e nunca perder a vontade de assumir responsabilidade e superar desafios. Existe muito por fazer no mundo, é preciso trabalhar e ter vontade.
Como descreveria o seu estilo de liderança e como ele evoluiu ao longo da sua carreira?
A interação com os outros é cada vez mais exigente, principalmente porque a experiência na forma de fazer me traz muita frontalidade e nem todos estão preparados para essa exigência.
Como equilibra as suas responsabilidades profissionais com a vida pessoal?
Esse equilíbrio muitas vezes é uma barreira ténue. Mas tento dedicar-me a cada momento no próprio momento. Confesso que estou a aprender.
Que estratégias utiliza para manter o bem-estar e evitar o burnout?
Ter uma equipa de trabalho, família e amigos que se ajuda entre si. Com propósito perante o outro. Nós precisamos sempre dos outros. Há que valorizá-los.
Há algum hábito ou prática que tenha contribuído significativamente para o seu desempenho e bem-estar profissional?
O hábito de viajar e escrever ajudou-me em várias fases da minha vida pessoal e profissional.
Pode falar sobre um mentor ou líder que teve um impacto significativo na sua carreira?
Sem dúvida que os meus pais são os grandes responsáveis pelo meu gosto pelo trabalho e dedicação à inovação. Depois tive a sorte de conhecer o meu orientador académico e de trabalhar com as minhas irmãs.
Existe alguma figura feminina que seja uma referência ou inspiração para si? Porquê?
A minha avó aprendeu a ler e a escrever sozinha, leu o seu primeiro livro aos 86 anos. Era uma mulher inspiradora. Aprendi muito com ela na sua maneira de estar e levar a vida.