Delegação da AIP visita a Valorsul. Empresa gere a valorização energética de resíduos de dois milhões de habitantes

Foi no dia em que celebrou o 32º aniversário, 16 de setembro, que a Valorsul recebeu uma delegação da AIP, liderada pelo seu presidente, José Eduardo Carvalho, e constituída por membros da Direção e diretores operacionais. Integrada na iniciativa da AIP “Roteiro pela Indústria Transformadora”, a visita teve como objetivos “o reconhecimento do mérito da gestão de empresas que colocam a inovação como fundamental para a sua atividade e respondem aos desafios da descarbonização e da economia circular”, afirmou José Eduardo Carvalho. Por outro lado, estas visitas “proporcionam aos diretores operacionais um conhecimento de diferentes realidades empresariais permitindo desta forma a formatação de projetos e serviços que respondam às suas necessidades”, disse. Já os anfitriões, os administradores Fernando Sousa Ferreira e António Afonso, explicaram a importância do trabalho ambiental que se faz neste tipo de empresas, e a complexidade técnica, financeira e tecnológica do setor.


Fruto da aposta da Mota Engil na área do ambiente, iniciada nos anos 90, a Valorsul é detida em 53% pela EGF, empresa do Grupo Mota Engil e líder de mercado servindo 60% da população portuguesa. Com um contrato de concessão até 2034, a Valorsul - Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos das Regiões de Lisboa e do Oeste, S.A. é responsável pelo tratamento e valorização das cerca de 850 mil toneladas de resíduos urbanos produzidos, por ano, em 19 municípios da Grande Lisboa e da Região Oeste, num total de dois milhões de habitantes. Daquele total, 112 mil toneladas são recolhidas seletivamente.


São 16 as infraestruturas da Valorsul: duas centrais de triagem, dois aterros, uma estação de valorização orgânica, uma central de valorização energética (das duas existentes em Portugal Continental) e várias estações de transferência, nas quais trabalham 497 colaboradores. Graças à incineração na central de valorização energética, apenas 2% do total dos resíduos produzidos nos 19 municípios são depositados em aterro.


Em 2025, a Valorsul produziu 2660 toneladas de corretivos orgânicos, incinerou 650 mil toneladas de resíduos e, para além do autoconsumo, injetou 372 gigawatts na rede pública, eletricidade suficiente para alimentar uma cidade com 150 mil habitantes. Da unidade de tratamento e valorização de escórias são extraídos metais (cobre e alumínio) e um subproduto, o agregado utilizado nas sub-bases rodoviárias.


De forma a dar resposta à crescente produção de resíduos, a Valorsul está a avaliar o aumento da capacidade instalada, até às 900 mil toneladas, com a instalação de uma quarta caldeira, num investimento entre os 300 e os 400 milhões de euros.